Billie Eilish
Rolês

Billie Eilish: Um show no cinema

Eu não sei exatamente quando ou como fiquei por dentro, mas assim que soube que haveria um filme da Billie Eilish, eu já sabia que assistiria. Não por ser fã, mas para ter uma leve experiência de como seria, sem necessariamente gastar algumas centenas de reais em ingresso (assumindo que um dia ela volte pra um show pequeno) ou na monotonia do Youtube. Fui sem saber o que esperar e olha, valeu muito!

Em cartaz apenas entre 7 e 10 de maio no Brasil, o longa cobriu a turnê do álbum “Hit me Hard and Soft” e misturou elementos do show com cenas de bastidores, entrevistas e uma visão mais próxima da preparação da cantora para grandes eventos, permitindo que o espectador se sinta mais próximo da artista e possa apreciar ainda mais a obra. Isso me chamou muito a atenção, pois sempre tive uma curiosidade sobre como as coisas funcionam, e eu atribuo isso a uma infância com muito LEGO e Beakman na TV. Poder ver da preparação física ou vocal até a escolha de cores das luzes ou onde ficariam as câmeras no palco foi uma experiência enriquecedora e de muito aprendizado.

Quando eu estava procurando companhia para assistir o filme, convidei diversas pessoas de diferentes backgrounds, mas a negativa de todos foi muito similar: “não sou tão fã assim”. Isso me deixou bastante encucado, pois ser fã de algo não costuma ser meu fator de consideração para compra. Sempre vi shows como umaa excelente forma de conhecer novas bandas e grupos, e por isso que acho muito legal a ideia de festivais de música como Lollapalooza, Coala ou Primavera Sound. Acho que as pessoas se assustariam se eu dissesse que estava no show da Dua Lipa sabendo apenas 2 músicas. Mesmo nesse caso, eu fui assistir o filme conhecendo apenas uma música da Billie: Bad Guy (que descobri através do remix do DJ Tiësto)

A maior prova disso seria olhar meu histórico do YouTube (que vai ficar na imaginação de cada um apenas), pois saí do show com uma faixa no repeat do app: Birds of a Feather. Não apenas pela letra, mas pela tranquilidade que a música traz, somada à suas batidas instigantes. Também destaco Chihiro e Lunch; o meu top 3 deste álbum.

Sobre o filme em si, gostei muito das cenas de backstage e das entrevistas, que me permitiu ver um pouco melhor da artista em si, no motivo dela escolher suas roupas, sua presença de palco e até sua humildade e valores. Um dos momentos mais marcantes pra mim, foi quando ela comenta que sente falta de mais cantoras dominando o palco, estimulando os fãs a cantarem, dançarem e pularem sem parar! Para preencher esse vazio que ela se esforça, e mantém o palco só pra ela. Se você prestar atenção, notará que em seus shows, a banda está sempre meio oculta pela decoração, e eu acho isso super válido e incrível, mostrando sua força como artista

Por fim, preciso comentar o óbvio: por mais divertido, interessante e reconfortante para a minha coluna que tenha sido, nada supera a experiência ao vivo. Achei muito legal ver as pessoas cantando e dançando nas poltronas, mas só ao vivo para entender totalmente a energia e emoção que uma música pode transmitir. Não acho que filme de shows seja o futuro, mas sim, apenas uma nova perspectiva e possivelmente, um portão de entrada para um novo fã.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *